sexta-feira, 27 de maio de 2005
Oi povo!
Estou naqueles dias que mesmo com todo sol batendo na sua cara, tudo parece cinza e como temos sempre que arrumar um culpado, a tal dessa vez é a TPM , não sei pq nós mulheres temos que sofrer disso, mas um dia se passou e por enquanto nada!
Não to nem aí pras frases feitas, quero mesmo é ficar quietinha no meu canto e se possível nem falar...todo mundo tem o seu dia e eu quero é mais...só um acontecimento pode me tirar dessa prostração, vcs sabem né? O nascimento do meu filho e enquanto o grande dia não chega, e esses dias chatos não passarem vou ter que me aturar. Vai passar...
Decidi escrever um pouco pra depois qdo estiver bem, rir de mim mesma, o humor da gente muda muito qdo a menstruação está, mas acho que apesar dos nervos estarem alterados não deixo de ser o que sou, mais chata claro!
Vou tomar um remedinho pra cólica e sabendo que o sono vai bater já vou deitar pra não perder meu tempo, rs rs afinal todo mundo diz pra dormir bastante agora, pq qdo o "pequeno" chegar, esquece!
Ainda bem que meu senso de humor não desaparece nunca, tudo na vida tem o seu lado bom e o de agora é: sexta-feira pós feriado, telefone quieto, ninguém enchendo o saco ou reclamando de algum pedido, produto, ou pepino pra descascar, então está decidido! Vou cochilar um pouquinho.
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quinta-feira, 19 de maio de 2005
Infelizmente tive que fazer algumas atualizações por aqui, e nessa acabei perdendo vários comentários com a mudança de lugar de alguns textos.
Como estava sem tempo pra ficar recortando e colando os comentários, perdi o melhor! No fim os textos entraram todos hoje, pra poder sanar o problema...
Não sei se é possível mas seria muito bom poder excluir alguns comentários quando esses não fossem do nosso interesse ou agrado.
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O Aborto
A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Maria.
Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens.
A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...
Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou um chá que, em vez de "resolver", a debilitara ainda mais.
Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.
Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.
Maria voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.
A noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono.
No sonho viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.
Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, de sorte que esqueceu a gravidez.
Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável "OBRIGADO".
Era como se ainda visse seus lábios pronunciando palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.
Desistiu do aborto. Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...
Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve consternada seu belo e jovem filho pronunciar, do propósito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:
- E agradeço sobretudo minha mãe, que me alimentou o corpo e o espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente,vida.
E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:
-- Obrigado!
Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo obrigado, doce e agradável de um sonho, há 23 anos...
A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega-se a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e proteção.
Perde a oportunidade de dar a luz um espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afeto.
Se você mulher, está passando pela mesma situação de Maria, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe.
Permita-se sentir, daqui ha alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver.
Conceda-se a alegria, de daqui ha alguns anos ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer: obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse mundo negado a tantos filhos de Deus.
Esta, certamente deve ser uma história comum, mas antes de tomar uma decisão reflita.
Não tenho nada haver com a vida das outras pessoas, mas tenho a obrigação de abrir os olhos de quem está hoje pensando em fazer um aborto...
Nunca fiz aborto, ironicamente perdi as duas trompas em duas gestações nas trompas, meu médico diz que provavelmente meu problema é congênito, pois nunca tive nenhuma DST que pode danificar as trompas, enfim não adianta ficar procurando explicação pra essas coisas, Deus sabe o que faz! e hoje mais do que nunca sei que meu filho está na Adoção.
Já chorei muito e sempre choro quando tudo vem a tona, mas a fila anda e atrás da gente tem sempre alguém nos empurrando pra frente, mas a escolha é sua!
Pense nisso!
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Muitos acontecimentos vem me tirando ainda mais o sono, não consigo ficar parada esperando simplesmente o tempo passar. Muitas vezes nem eu mesma me agüento! Minha cabeça parece que está em curto, aquela idéia fixa me deixa neurótica e assim é a ansiedade, esse sentimento que nos deixa ainda mais impotentes e vulneráveis.
No meio de todos os acontecimentos, através do blog conheci uma pessoa muito especial; tudo começou com um comentário, depois vieram e-mails, e finalmente o primeiro contato por telefone fez surgir a amizade.
Ela é uma dessas pessoas de coração nobre, e alma sofrida, como a de todas as pessoas que trilham pelos caminhos da Adoção.
Buscamos o mesmo para atingirmos nossos objetivos, e queremos poder ser úteis a nós mesmos.
Queremos simplesmente poder ter um filho,mas essa tarefa ainda vamos descobrir e viver a cada momento de nossas vidas.
Para que tudo seja mais ameno precisamos ter um bom companheiro e bons amigos para assim podermos nos apoiar, desabafar e muitas vezes ouvir para nos analisar melhor.
Dependemos uns dos outros pra conseguir tudo, e se não mantivermos esse pensamento nada flui
"Somos todos anjos de uma asa só, precisamos nos abraçar para juntos alçar vôo".
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Achamos melhor esperar tudo realmente se concretizar e para não haver mais choro pelos cantos concordei em, literalmente esperar; acho mesmo que essa ansiedade que estou sentindo é a mesma que de uma grávida, não vejo a hora de poder tê-lo em meus braços, ver seu rostinho, sentir toda a sua fragilidade e poder dar todo o meu amor, carinho e proteção.
Sempre fui muito realista e até mesmo negativa devido ao sofrimento com a maternidade, mas desta vez fui pega de surpresa e contagiada pela emoção resolvi fazer tudo diferente, meu marido achava perigoso, tinha medo do envolvimento, mas meu coração pedia pra seguir em frente e assim está sendo.
A cabeça da gente dá um nó, é complicado não se envolver, mas lá no fundinho do meu coração bate uma euforia, me sinto radiante e o amor cresce a cada novo dia!
Já estou amando, quero poder ser a melhor mãe do mundo!
Agradeço à Deus por essa mãe existir, e embora não seja tão fácil quanto pareça, sinto que Ela realmente está decidida a me dar a oportunidade de ser mãe.
É INDISCRITÍVEL O TAMANHO DA MINHA GRATIDÃO POR ELA!
As pessoas as julgam por elas darem o seu bebê, mas acho que é muito pior o aborto, é muito pior jogar no lixo, é muito pior deixar largado nas ruas.
Se essa mãe tivesse condições de criar ela não abandonaria, a fila para a adoção é enorme mas o sistema é falho e lerdo, não estou aqui pra ficar falando de justiça social, mas o fato é que se eu ficar de braços cruzados esperando a fila andar vou acabar sendo avó e não mãe.
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quarta-feira, 4 de maio de 2005
Mesmo que nunca tenha gerado um filho, mesmo que nunca venha a gerá-lo. Toda mulher é mãe, primeiro da boneca, mais tarde dos irmãos, casada é mãe do marido.
Sem filho, será mãe adotiva. Entregará a alguém os benefícios do seu amor, os sobrinhos, os filhos alheios. Uma causa justa.
Não basta somente um dia para consagrar às mães, porque o seu amor e o seu carinho foram, são e serão sempre intermináveis. É uma história que não tem começo nem fim, porque nossas mães nos sonharam muito antes de nossa existência uterina, nos amaram bem antes de ver as nossas faces - e nos pressentiram um futuro feliz quando ainda nem éramos presentes.
Não basta apenas um dia para agradecer tudo o que nossas mães fizeram por nós. Se raras são as palavras para traduzir todos os gestos e afetos que recebemos de nossas mães, generosas são as lembranças de sua sabedoria e ensinamentos.
Não basta um dia. O Dia das Mães é um dia para sempre. Porque as mães são infinitamente ternas. E sempre eternas.
A maternidade e irreprimível, como uma fonte de água que uma pedra obstrui, ela vai brotar adiante.
A maternidade não tem fronteira, não tem cor, não tem preferências.
E das poucas coisas que se bastam a si mesmas.
Tem sua própria devoção : a Esperança.
Tem sua própria ideologia : o Amor.
terça-feira, 24 de julho de 2007
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